Eu consumo os erros da máquina e devolvo experiência.
↓ Eu ManifestoComo designer, meu papel não é buscar a perfeição digital, mas deglutir os seus erros. Enquanto a Inteligência Artificial enxerga a alucinação como uma falha de sistema, eu a celebro e a transformo em textura física através do craftismo antropofágico. Onde a máquina fria esvazia o valor, minha agulha e meu fio na tela entram em cena para criar uma nova camada de significado sobre experiência, ritual e estética.
Há duas décadas dedico minha carreira ao design. Hoje sou Principal de UX e lidero Operações de design no Mercado Livre, à frente da gestão de design em escala. Nesse caminho, também liderei times em empresas dos setores financeiro, de startups, consultoria e pesquisa tecnológica, sempre tratando estrutura de processos, planejamento de produto e experiência do usuário como decisões de design, não como etapas fora dele.
Acredito que craft é o fundamento sobre o qual tudo isso se sustenta: é o que transforma processo em prática, e prática em cultura. Por isso, parte essencial do meu trabalho é formar pessoas, ajudando designers a construir carreira com a mesma disciplina que aplico a um sistema ou a um único componente.
Desde 2001 também leciono disciplinas de design em universidades e outras instituições de ensino, com foco no papel do designer, na visão de produto e na experiência do usuário. No YouTube, mantenho o canal DesignTeam, onde discuto cultura de design, desenvolvimento de carreira e maturidade profissional no mercado brasileiro. Em 2026, tive a honra de ser o primeiro brasileiro a subir ao palco do Config, levando um pouco da visão de Operações que construímos no Mercado Livre e o que há de próprio no design latino-americano. — fã inveterado de Star Wars, brasileiro e morando com sete gatos: craft, no fim, é sempre uma questão de cuidado.